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por
Carolina
Os bebés e as crianças gostam de ajudar. E uma das formas mais simples (e poderosas) de os envolver no dia a dia é convidá-los para a cozinha.
Vai haver mais sujidade? Sim. Vai exigir mais tempo e paciência? Sem dúvida. Mas vale mesmo muito a pena.
Cozinhar com bebés e crianças não é só sobre comida — é sobre aprendizagem, autonomia, vínculo e hábitos que ficam para a vida.
Quando os bebés e as crianças ajudam na preparação das refeições, têm contacto direto com os alimentos: tocam, cheiram, observam cores e texturas.
Esta exposição repetida aumenta a curiosidade e torna-os mais disponíveis para provar alimentos novos, algo especialmente importante durante a introdução alimentar.
Leitura sugerida:
Tudo sobre introdução alimentar responsiva
O que é a seletividade alimentar?
Cozinhar é uma oportunidade natural para estimular a linguagem:
“Isto é uma maçã”
“Aqui temos duas bananas”
“Estes são três tomates vermelhos”
A nomeação dos ingredientes, das quantidades e das ações (misturar, cortar, despejar) ajuda no desenvolvimento da fala e do vocabulário, sobretudo em bebés e crianças pequenas.
Na cozinha, as crianças treinam múltiplas competências motoras:
encher uma colher com farinha
verter água para um recipiente
mexer a massa de um bolo
rolar a massa da pizza
À medida que crescem, passam a realizar tarefas mais complexas, como:
medir ingredientes
esticar massa
enrolar pães
encher formas de muffins
Tudo isto contribui para a coordenação motora fina, planeamento e confiança.
Cozinhar é matemática aplicada à vida real.
Crianças mais velhas aprendem a:
reconhecer números
contar (“uma, duas, três chávenas”)
pesar ingredientes
compreender frações (½ chávena, ¼ colher de sopa)
Aprendem porque faz sentido, não porque está num livro.
Seguir receitas é uma excelente forma de desenvolver a leitura e a compreensão:
identificar ingredientes
seguir passos
respeitar uma sequência
Mesmo crianças que ainda não leem podem “seguir” receitas através de imagens.
Saber cozinhar e crescer num ambiente onde se come comida feita em casa está associado a:
maior consumo de alimentos frescos
menor dependência de ultraprocessados
melhor relação com a comida ao longo da vida
Cozinhar é uma competência essencial — e quanto mais cedo começa, mais natural se torna.
A cozinha é um espaço de família. É onde se criam rotinas, memórias e cheiros que ficam gravados para sempre.
Quem não se lembra da mãe a cozinhar? Ou dos aromas da cozinha da avó? Para as crianças, participar é sentir que fazem parte.

Assim que a criança se sustente bem em pé, pode começar a ajudar usando uma torre de aprendizagem. Cá em casa, começámos entre os 13 e os 15 meses.
Se nunca teve o hábito de convidar os seus filhos para cozinhar, nunca é tarde para começar.
Comece com tarefas simples, sem pressão. E se durante a semana for difícil, aproveite os fins de semana para cozinhar juntos.
Saiba mais sobre a torre de aprendizagem: o que é e quando usar
Pedir ajuda para ir buscar ingredientes:
“Traz-me dois tomates” ou “Pesa 100 g de farinha”
Medir colheres e chávenas e verter para o recipiente
Misturar ovos para ovos mexidos ou a massa de um bolo
Cortar alimentos macios (ex.: banana) com uma faca de manteiga sem serrilha
Ajudar a lavar a loiça com um banco ou torre de aprendizagem
(ter um escovilhão só da criança ajuda muito)
Levar o próprio prato e talheres para a mesa
Tenha uma gaveta ou parte de um armário à altura da criança com:
pratos
talheres
utensílios
escovilhão da loiça
pano para limpar
Ter autonomia começa também pelo ambiente.

Envolver crianças na preparação das refeições está associado a maior aceitação alimentar e melhor ingestão de alimentos saudáveis.
Referência:
Comida de bebé
Morada
Ruas da maternidade,
hospital da oliveira,
Lisboa 4900-120