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por
Carolina
Com o regresso às aulas, iniciamos uma nova rúbrica no site e no Instagram dedicada à análise de rótulos e produtos presentes na alimentação de bebés e crianças. O objetivo é simples: ajudar pais e cuidadores a fazer escolhas mais informadas e conscientes no supermercado.
Neste primeiro artigo, explicamos o que deve procurar ao ler um rótulo alimentar — uma competência essencial, sobretudo quando falamos de produtos direcionados para bebés.
Muitos alimentos que fazem parte da alimentação infantil há décadas não são, na realidade, adequados para bebés. É comum encontrarmos produtos com a indicação “+6 meses” na embalagem que, ao analisar o rótulo, contêm açúcar adicionado na lista de ingredientes.
Um estudo nacional do INSA veio reforçar aquilo que já é defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS): uma grande percentagem dos produtos comercializados para bebés contém açúcar, mesmo quando isso não é evidente à primeira vista. Saber ler rótulos é, por isso, uma ferramenta fundamental para proteger a saúde alimentar das crianças desde cedo.
Neste artigo explicamos, de forma prática e acessível, como ler rótulos alimentares e o que deve ter em atenção para fazer melhores escolhas no supermercado.
Ao analisar um rótulo alimentar, existem três áreas fundamentais a que deve prestar atenção:
Lista de ingredientes
Tabela de declaração nutricional
Identificação de alergénios (destacados a negrito ou em letras maiúsculas)
Estes pontos são especialmente importantes no caso de bebés, tanto para evitar ingredientes inadequados como para gerir exposições a alergénios de forma segura.
Na lista de ingredientes, os alimentos aparecem sempre por ordem decrescente de quantidade — ou seja, o primeiro ingrediente é aquele que está presente em maior quantidade no produto.
Um sinal de alerta é encontrar açúcar entre os primeiros ingredientes. Qualquer produto com açúcar adicionado não é recomendado para bebés.
O mesmo se aplica ao sal, que deve ser avaliado tanto na lista de ingredientes como na tabela nutricional. Como referência, o teor de sal deve ser inferior a 0,3 g por 100 g.
O açúcar pode surgir com muitas designações diferentes. Alguns exemplos comuns incluem:
Glucose
Frutose
Lactose
Galactose
Sumo de fruta concentrado
Maltose
Isomaltose
Maltodextrina
Dissacáridos
Monossacáridos
Sacarose
Dextrose
Mel
Melaço de cana
Açúcar de beterraba
Açúcar de coco
Xaropes (de milho, de tâmaras, de ácer, de agave, de arroz, açúcar invertido, entre outros)
Açúcar mascavado
Açúcar demerara
Sempre que algum destes ingredientes aparece na lista, estamos perante açúcar adicionado, mesmo que a embalagem sugira o contrário.
Regra geral, quanto menor a lista de ingredientes, melhor.
A exceção são produtos feitos com alimentos naturais, como por exemplo croquetes de feijão e vegetais, que podem ter listas mais longas devido às especiarias utilizadas — sem que isso represente um problema.
Outro ponto importante é evitar produtos com ingredientes que não reconhece ou não sabe identificar. Embora alguns aditivos sejam considerados seguros, muitos outros não o são. Como nem sempre é fácil interpretar códigos ou nomes técnicos, a melhor estratégia é evitar produtos demasiado processados.
A tabela de declaração nutricional apresenta os valores médios por 100 g do produto, incluindo:
Valor energético
Lípidos (gorduras) e ácidos gordos saturados
Hidratos de carbono e açúcares
Proteínas
Sal
Ao analisar esta tabela, deve prestar especial atenção aos valores de açúcares, sal e gorduras saturadas.
Para ajudar os consumidores, a Direção-Geral da Saúde (DGS) disponibiliza descodificadores de rótulos, que permitem interpretar rapidamente se um produto é mais ou menos adequado do ponto de vista nutricional.


No entanto, é importante reforçar que a tabela nutricional nunca deve ser analisada isoladamente. A leitura deve ser feita sempre em conjunto com a lista de ingredientes.
As amêndoas têm cerca de 50 g de gordura por 100 g, mas continuam a ser um alimento nutricionalmente excelente.
Já bolachas com gordura de palma adicionada e cerca de 20 g de gordura total são produtos que devem ser evitados, sobretudo na alimentação infantil.
O contexto do alimento é fundamental.
Alguns alimentos, como o leite de vaca, contêm açúcar e sal naturalmente. Nestes casos, esses valores aparecem na tabela nutricional, mas não constam na lista de ingredientes.
Se a lista de ingredientes for adequada para a idade do bebé, não há motivo para preocupação com estes valores naturalmente presentes.
Alegações como “sem açúcar adicionado” ou “0% açúcar” podem ser enganosas.
Muitos produtos recorrem a ingredientes como sumo de fruta concentrado ou compotas, que funcionam na prática como açúcar livre.
Por isso, não confie apenas nas alegações da embalagem — a lista de ingredientes é sempre a fonte mais fiável.
Ao escolher produtos para bebés e crianças, privilegie:
Listas curtas de ingredientes
Ausência de açúcar adicionado
Ingredientes simples, naturais e reconhecíveis
Avaliação conjunta da lista de ingredientes e da tabela nutricional
Aprender a ler rótulos alimentares é um passo essencial para promover uma alimentação mais saudável desde os primeiros anos de vida.
Esses descodificadores, servem para nos guiar pela tabela nutricional, e ajudam a entender se o produto é apropriado ou não. Óbvio, que nem todos os produtos são iguais. E por isso não chega olhar só para a tabela nutricional, mas olhar para ela sempre em conjunto com a lista de ingredientes.
Um exemplo: amêndoas têm níveis elevados de gordura total (à volta de 50g), mas não é um problema. Continuam a ser um alimento fantástico. Agora umas bolachas com gordura de palma adicionada e 20g de gordura total devem ser evitadas.
Alguns produtos, como o leite de vaca, têm sal e açúcar naturalmente presente. Isso significa que vai ver sal e açúcar na tabela nutricional mas não na lista de ingredientes. Se for esse o caso, e se a lista de ingredientes for apropriada para o bebé, não precisa se preocupar com os valores que vê na tabela.
Não confie em alegações sobre o açúcar no produto, como "Sem açúcar adicionado" ou "0% açúcar". Estas alegações muitas vezes são falsas. Um exemplo são produtos que usam sumo de fruta concentrado ou compota. Por isso, é fundamental ler sempre a lista de ingredientes.
Resumindo: quando escolher um produto, em relação à lista de ingredientes deve privilegiar aqueles produtos com uma lista pequenas de ingredientes, que não tenham açúcar adicionado e cujos ingredientes sejam simples e conhecidos.
Comida de bebé
Morada
Ruas da maternidade,
hospital da oliveira,
Lisboa 4900-120