Carrinho de compras
o seu carrinho está vazio
Continuar a comprar


por
Carolina
O pequeno-almoço do bebé e da criança pequena é provavelmente a refeição que os pais têm mais dificuldade em variar. Falta de tempo ou falta de imaginação são as principais razões — e a boa notícia é que não precisa de nenhuma das duas para conseguir um pequeno-almoço mais variado.
A neofobia alimentar — a predisposição para rejeitar alimentos novos ou diferentes — é uma fase normal do desenvolvimento do bebé. É precisamente por isso que se torna tão importante variar o que oferecemos às refeições, em sabor, cor e textura: um bebé habituado a ver coisas diferentes no prato tende a aceitar melhor a novidade, incluindo ao pequeno-almoço.
Aqui está a parte que alivia a maioria dos pais: não precisamos de fazer receitas novas e diferentes em todos os pequenos-almoços do bebé. Muitas vezes só precisamos de variar a forma como oferecemos o mesmo alimento — o que exige muito menos tempo e muito menos imaginação do que parece.
Se for possível, planeie com antecedência. Por exemplo: segunda, quarta e sexta é pão; terças e quintas, papas; sábado, iogurte; domingo, panquecas. Ter uma estrutura fixa por dia da semana elimina a decisão diária — e garante variedade sem esforço extra.
Outra forma de simplificar é manter a base da refeição e variar apenas os ingredientes. Papa todos os dias? Então varie os cereais e/ou as frutas usadas. Isto é importante não só para o paladar do bebé, mas também por questões nutricionais — cada cereal e cada fruta traz um perfil de nutrientes diferente.
Se for mais fácil dar pão por ser mais rápido — e não há nada de errado nisso — tente variar a forma como o apresenta. Por exemplo: segundas e sextas com queijo fatiado, quarta com queijo fresco, terça com manteiga de amendoim e banana, quinta com abacate e ovo. O pão mantém-se, mas a refeição muda completamente em sabor, cor e nutrientes.
Todos os pequenos-almoços abaixo têm uma fonte de hidratos de carbono, uma fonte de proteína, uma fruta e uma gordura. Todos têm pão, mas são pequenos-almoços completamente diferentes, tanto no aspeto como no perfil nutricional — o que é ótimo para bebés e crianças:
Pão de farinha de banana barrado com abacate e ovo mexido, acompanhado de kiwi.
Pão de farinha de banana com manteiga de amendoim e fatias de banana, acompanhado de ovo cozido.
Pão de aveia com ricotta, acompanhado de laranja.

Se optar por oferecer pão, leia sempre os rótulos e prefira pães com listas de ingredientes pequenas — idealmente apenas farinha, água e sal. Os pães usados nestes exemplos são da Pachamama (versão de banana e canela, e aveia), ótimos para bebés e crianças por terem apenas ingredientes do bem.
Bebés no início da introdução da alimentação complementar provavelmente não vão querer pequeno-almoço e vão preferir leite (materno ou artificial). Como têm o estômago pequeno, não têm espaço para outros alimentos além do leite. Se o bebé estiver bem-disposto, sente-o na cadeira e ofereça fruta — sem pressão para que coma uma quantidade específica.
O pão também não é um alimento necessário no primeiro ano de vida. Mas, se quiser oferecer, assim que o bebé fizer a pinça fina pode dá-lo em pedaços pequenos para o bebé agarrar sozinho. Antes disso, ofereça apenas pedaços largos de crosta de pão — o miolo forma uma massa na boca e pode representar risco de engasgamento.
Se procura mais receitas e ideias para variar não só o pequeno-almoço mas todas as refeições do bebé, o livro Comida de Bebé, disponível na Wook, tem receitas organizadas por fase da alimentação complementar. E na app Comida de Bebéencontra mais de 700 receitas e ementas novas todas as semanas — incluindo pequenos-almoços — com lista de compras automática, para nunca ficar sem ideias.
Sim. O importante não é mudar de receita todos os dias, mas garantir variedade ao longo da semana — em sabor, cor e textura. Manter a base (por exemplo, papa ou pão) e variar os ingredientes ou a apresentação é suficiente.
Pode, desde que o pão tenha uma lista de ingredientes curta e simples (idealmente farinha, água e sal) e a refeição inclua também outros grupos alimentares — proteína, fruta e uma boa fonte de gordura. O pão não é, no entanto, um alimento obrigatório no primeiro ano de vida.
Só quando o bebé desenvolver a pinça fina, o que permite agarrar pedaços pequenos com segurança. Antes disso, se quiser oferecer pão, opte por pedaços largos de crosta — nunca de miolo, que forma uma massa na boca e aumenta o risco de engasgamento.
É frequentemente um sinal de neofobia alimentar ou de seletividade alimentar, ambas fases normais do desenvolvimento. Continue a oferecer o alimento sem forçar, varie a apresentação e tenha paciência — a rejeição pontual não significa que o bebé não vá voltar a aceitar o alimento.
Também vais gostar
Comida de bebé
Morada
Ruas da maternidade,
hospital da oliveira,
Lisboa 4900-120