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por
Carolina
O pequeno-almoço ia tão bem. Três colheradas seguidas, sem protestos. Até que uma madeixa cai para os olhos, uma mão cheia de papa tenta afastá-la e, de repente, há papa de aveia no cabelo, no rosto e até nas pestanas.
Quem tem bebés em casa sabe que, muitas vezes, não há tempo para tanta sujidade. Sobretudo de manhã, com a saída de casa à porta.
Por isso, desta vez, vamos olhar para o bebé de outra forma. Da cabeça aos pés.
Com a diversificação alimentar, o bebé come com os olhos antes de comer com a boca. Precisa de ver o que tem à frente, de observar cores e texturas, de perceber onde está a colher.
E há uma fase em que o cabelo já cresceu o suficiente para chegar aos olhos. Cabelo nos olhos é distração garantida. E, quando o bebé come com as mãos, é também cabelo com iogurte, arroz e fruta até à hora do banho.
A solução é simples: prender o cabelo antes de sentar à mesa. Um laço, uma fita macia ou um gancho pequeno, como estes acessórios de cabelo para bebé e criança, afastam o cabelo da cara sem apertar. No fim da refeição, o bebé pode estar coberto de comida dos pés à cabeça, mas o cabelo, pelo menos esse, escapou. Menos uma coisa para lavar.
Nota de segurança: acessórios pequenos só com um adulto por perto. Confirmar que estão bem presos e retirá-los sempre antes da sesta e da noite, porque peças pequenas representam risco de engasgamento.
Tocar, esmagar, cheirar, deixar cair. É assim que o bebé conhece os alimentos, e é por isso que a sujidade faz parte do processo.
Um babete com mangas, roupa confortável que não aperte e uma toalha ou tapete impermeável por baixo da cadeira ajudam a lidar com a sujidade. E um bebé que pode explorar à vontade tende a aceitar melhor alimentos novos.
O apetite constrói-se ao longo do dia. Um bebé que passou a manhã a gatinhar e a brincar chega ao almoço com fome.
Petiscar constantemente faz o contrário. Um intervalo de 2 a 3 horas entre refeições e lanches permite que o bebé sinta fome, e que a refeição seja o momento de comer, não só mais um.
À mesa, a regra que tira pressão a todos: os pais decidem o quê, quando e onde. O bebé decide quanto.
Os pés parecem não ter nada a ver com a comida. Têm tudo.
Na cadeira da papa, os pés devem estar apoiados num suporte firme, com joelhos e anca perto dos 90 graus. Pés a baloiçar significam menos estabilidade no tronco, e menos estabilidade no tronco significa mais dificuldade em mastigar e engolir. Se a cadeira não tiver apoio, uma caixa bem fixa, um banco ou um degrau pode resolver.
No resto do dia, são os pés que levam o bebé a explorar, e é esse movimento que abre o apetite. Descalço é ótimo sempre que o chão e a temperatura permitem. Nos dias frios, em pavimentos escorregadios ou na creche, as meias antiderrapantes para bebé e criança aquecem sem tirar aderência e dão confiança a quem ainda está a aprender a andar.
Cabelo preso
Mãos lavadas e babete posto
Fome, e não restos de petiscos
Pés apoiados
Artigo em parceria com a Condor.
Comida de bebé
Morada
Ruas da maternidade,
hospital da oliveira,
Lisboa 4900-120