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por
Carolina
Uma das perguntas mais comuns entre os pais que acompanham o nosso trabalho é:
“Que alimentos devo oferecer no início da introdução alimentar?”
Frutas ou legumes? Papa de cereais ou sopas? Esperar três dias entre novos alimentos?
Neste artigo, vamos esclarecer estas dúvidas com base nas recomendações mais recentes e explicar como oferecer os primeiros alimentos ao bebé de forma segura, nutritiva e respeitando o seu desenvolvimento.
Tempo estimado de leitura: 7 a 8 minutos
Durante muitos anos, os bebés eram alimentados com sólidos antes de estarem preparados fisiologicamente para isso. Começava-se cedo, com alimentos considerados neutros e de digestão fácil, como papa de arroz sem glúten, maçã ou cenoura cozidas.
Hoje, sabe-se que o sistema digestivo do bebé só está maduro por volta dos 6 meses.
É por isso que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e várias autoridades de saúde recomendam esperar até que o bebé apresente todos os sinais de prontidão, como sentar-se com apoio, ter controlo da cabeça e demonstrar interesse pelos alimentos.
A boa notícia é que não existe um único alimento certo para começar, a menos que o bebé tenha historial de alergias ou condições como eczema ou asma.
Se o bebé for saudável, pode começar com qualquer alimento natural e seguro, seja vegetal, fruta, proteína, leguminosa ou cereal.
Ideais para iniciar com sabores suaves ou ligeiramente amargos:
Brócolos, couve-flor, folhas verdes escuras
Abóbora, courgette, ervilhas, cenoura, pimento
Podem ser apresentados em puré ou em formato de finger food (floretes macios, palitos bem cozidos).
Frutas macias e maduras devem ser amassadas ou oferecidas como finger food:
Maçã cozida, banana, pêra muito madura ou cozida
Manga, melão, laranja, pêssego, kiwi
Frutos vermelhos como morangos, mirtilos, amoras ou framboesas
Podem ser oferecidos misturados com leite materno ou fórmula, ou em purés e finger foods:
Arroz branco, flocos de aveia, quinoa, batata, batata-doce, bulgur, cevada
Massa bem cozida, sêmola de milho, côdea de pão rija, tiras de pão tostado (em preparações seguras)
Incluem carne, peixe, ovos, leguminosas, tofu e tempeh, importantes pelo teor de ferro e zinco:
Carne de vaca, borrego, frango, coelho ou pato bem cozida, picada ou desfiada
Peixe sem espinhas e bem cozido
Ovo bem cozido
Leguminosas (lentilhas, grão, feijão) demolhadas, bem cozidas e esmagadas
Tofu em tiras ou amassado, tempeh em fatias finas
Apenas em formas seguras para bebés com menos de 1 ano, sem adição de açúcar ou sal:
Iogurte natural gordo ou iogurte grego natural
Queijo tipo ricotta ou queijo fresco pasteurizado, em pequenas quantidades
Nota: Leite de vaca, cabra ou ovelha não deve ser oferecido antes dos 12 meses.
Segundo o Start for Life (NHS), a partir dos 6 meses é recomendável começar por vegetais menos doces, como brócolos ou couve-flor, para promover maior aceitação de sabores variados.
Independentemente do alimento escolhido, existe um consenso claro: os bebés precisam de ferro a partir dos 6 meses.
As reservas de ferro com que nascem esgotam-se entre os 4 e os 6 meses, e o leite materno é naturalmente pobre neste nutriente, apesar da sua elevada biodisponibilidade.
Alimentos a privilegiar:
Carne
Peixe
Leguminosas
Tofu ou tempeh
Ovo bem cozinhado
Vegetais de folha verde escura
Além do ferro, os bebés necessitam de:
Vitamina C (essencial para a absorção do ferro vegetal)
Vitaminas A, D e K
Cálcio
Zinco
Vitamina D, que deve ser suplementada até pelo menos aos 12 meses em Portugal
O ideal é oferecer os alimentos separadamente. Esta fase é uma descoberta de sabores, texturas e aromas.
Quando os alimentos são sempre misturados, como em sopas com vários ingredientes, o bebé pode não reconhecer sabores individuais, o que pode dificultar a aceitação futura de alimentos mais amargos.
Sim, desde que a alimentação da família seja equilibrada e baseada em alimentos naturais.
É importante que o bebé participe nas refeições desde cedo.
Exemplo: se a família come ervilhas com ovos escalfados, o bebé pode provar puré de ervilhas com ovo esmagado. No site e na app, todas as receitas incluem adaptações para bebés a partir dos 6 meses.
Este é um tema debatido. A American Academy of Pediatrics (AAP) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) sugerem aguardar três dias entre novos alimentos para identificar possíveis reações alérgicas.
No entanto, países como Canadá, Reino Unido e Brasil já não seguem esta regra de forma generalizada, exceto para alimentos com maior potencial alergénico.
A desvantagem de esperar três dias é a redução da variedade alimentar e nutricional, especialmente numa fase em que é fundamental introduzir alimentos ricos em ferro.
Sim, podem ser oferecidos a partir dos 6 meses.
Frutas cítricas: ajudam a expor o bebé a sabores ácidos. Podem causar reações de contacto à volta da boca.
Frutos vermelhos: ricos em vitamina C e antioxidantes; não são alergénios comuns, mas podem causar vermelhidão de contacto.
Kiwi: deve ser introduzido com moderação e evitado se existirem reações alérgicas recentes, pois pode libertar histamina.
São seguras a partir dos 6 meses, desde que bem preparadas.
Para reduzir desconforto:
Demolhar durante 12 horas (com limão ou alga kombu)
Descartar a água da demolha
Cozinhar muito bem
Oferecer esmagadas ou em puré
Os espinafres contêm nitratos, que podem interferir na absorção de nutrientes se consumidos em excesso.
Recomendações:
Oferecer com moderação
Cozinhar separadamente
Descartar a água da cozedura
São, ainda assim, ricos em ferro, vitamina K, magnésio e fibras, podendo integrar uma alimentação variada desde os 6 meses.
Não existe um alimento único para começar. O mais importante é:
Respeitar os sinais de prontidão
Priorizar alimentos ricos em ferro
Oferecer variedade e alimentos separados
Incluir o bebé nas refeições da família
Avançar com confiança e informação atualizada
Comida de bebé
Morada
Ruas da maternidade,
hospital da oliveira,
Lisboa 4900-120